domingo, 18 de outubro de 2009

Século XX, um século de profundas mudanças?



Não é por acaso que muitos autores apontam a Primeira Grande Gurra como o acontecimento marcante do fim do século XIX. O mapa da Europa complexifica-se, transform ando-se num mosaico de cores.
Os impérios desfazem-se e surgem novos estados. As fronteiras opbrigam ao deslocamento maciço de populações. Na euforia dos nacionalismos, os novos estados criam tensões e amarguras, que se vão acumular nas décadas seguintes, constituindo, vinte anos mais tarde, uma das causas da Segunda Guerra Mundial.
O século XX inicia-se, assim, pouco auspicioso, à sombra da guerra, que alguns entenderam, relativamente à Europa, como uma longa Guerra Civil, iniciada em 1914 e só terminada na década de 90, com o fim do domínio soviético sobre a Europa de Leste, com a reunificação alemã e com a consolidação da União Europeia.
A guerra de 14-18, para além de iniciar o século XX europeu ocidental, marca, também, o princípio do fim da hegfemonia europeia no mundo, construída a partir do Renascimento com as transformações culturais, científicas e económicas verificadas.
A Europa do pós-Primeira Guerra começa a ser substituída no papel de actor principal por uma ex-colónia, os Estados Unidos, que se assumem, de forma inquestionável, a potência dominante a partir de 1945.
Apesar dessa mudança e do relativo declínio da Europa no mundo, a verdade é que o paradigma civilizacional se mantém.
O século XX é, então, de decadência das potências europeias ao nível da sua influência global (até ao início do século XXI, com a consolidação da União Europeia), mas não da matriz civilizacional ocidental, que se mantém viva sob a hegemonia americana.

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