segunda-feira, 1 de junho de 2009

Racionalização do trabalho industrial.


Além da concentração económica, a produção industrial necessitou de uma racionalização quanto à ligação do Homem com as máquinas nas fábricas, de forma a aumentar a produtividade e a reduzir os custos do produto.
A organização racional do trabalho nasce da necessidade da obtenção de maiores lucros, ao aumentar-se a produção com custos iguais ou inferiores, controlando a rentabilidade do operário e a capacidade de renovação dos progressos técnicos. A produção fabril era cada vez mais racionalizada, através de processos como a divisão do trabalho e da especialização de tarfeas, que culminou na organização de cadeias (linhas) de montagem, em que o trabalho chegava ao trabalhador e este não perdia tempo até chegar àquele. O trabalhador devia estar atento à màquina e trabalhar ao ritmo por ela imposto.
As exigências de uma produção em grande escala por parte de vastos mercados (internos e externos) obrigaram os empresários a recorrer cada vez mais às máquinas, pondo em prática uma gestão de trabalho mais eficiente. A utilização de máquinas-ferramentas, teares automáticos e peças que podiam ser utilizadas de diversas formas aperfeiçoaram o processo de automatização das unidades fabris.
Os métodos de produção reformularam-se, levando à organização de pequenos grupos de operários que se ordenavam segundo as tarefas necessárias à conclusão das peças, aptos a fazerem apenas uma parte dessa peça e não a sua totalidade, passando o trabalho a outros grupos, que a continuariam ou concluiriam. Este processo, para reduzir o tempo de execução das tarefas e a sua facilitação, era muitas vezes feito através de passadeiras rolantes, por onde circulavam as peças que iam de um grupo para outro, deslocando-se a um ritmo sempre constante, suficientemente lento para permitir a intervenção dos operários. Executando sempre a mesma tarefa, os operários interiorizavam de tal maneira os gestos necessários à sua rápida realização que não necessitavam de pensar, mas apenas de executar, automatizando os seus gestos.
Os estudos feitos na procura de uma forma de economizar movimentos e alcançar o máximo rendimento com o mínimo de esforço levaram à elaboração de uma estrutura organizativa que definia o tempo necessário ao operário para executar uma determinada tarefa, estabelecendo o respectivo salário. Os que não conseguissem cumprir, receberiam menos ou seriam mesmo despedidos.

2 comentários:

  1. Parabéns por este post...

    Andava mesmo à procura de algo do género para um trabalho...

    Parabéns pelo excelente blog...

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  2. Sr. Trindade,
    fico contente por saber que pude ajudá-lo de alguma forma...
    Aproveite o blogue da melhor forma possíevl... e seja muito bem-vindo ao "clube" da História.
    Qualquer dúvida disponha.
    Com os melhores cumprimentos,
    Patrícia Almeida Alves

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