segunda-feira, 1 de junho de 2009

A indústria e o capitalismo financeiro



As necessidades tecnológicas e o crescimento dos mercados surgidos nas últimas décadas do século XIX colocaram às empresas e indústrias novas necessidades de financiamento a que os Bancos tentaram responder. É ao desenvolvimento do sistema bancário e aos seus processos de financiamento que se deve o sucesso da contínua expansão industrial.


Capital financeiro e indústria fundem-se: os Bancos lançavam as acções indispensáveis à criação das sociedades anónimas ou, por vezes, compravam-nas às empresas que necessitavam de financiamento; outros Bancos participavam directamente da fundação das empresas, fazendo-se representar nos seus conselhos de administração, controlando os seus capitais e dirigindo as suas actividades. O capital comercial, industrial e bancário deixa assim de estar limitado a sectortes distintos, tornando-se um elemento só, o capital financeiro, que é aplicado da forma considerada a mais rentável. As grandes empresas modernas vivem largamente do crédito - e é igualmente o crédito que permite os grandes investimentos.
As grandes empresas não podiam funcionar sem apoio de capitais da Banca, por isso, no século XIX, multiplicam-se os Bancos de investimento ou de negócio e Bancos de depósito e desconto (comerciais).
Os primeiros, pertencentes a grandes capitalistas (os irmãos Rothschild), financiavam e controlavam importantes empreendimentos industriais.
Os segundos, como o Lloyds Bank de Londres, recebiam depósitos de particulares, a troco de um pequeno juro, e com o enorme capital que reuniam concediam empréstimos a numerosas empresas, canalizando a pequena poupança para o grande investimento.
Assim, a produção industrial ficava sob o controlo do poder financeiro. Os Estados, para assegurarem as suas posições perante a possível falência destes Bancos particulares, fundaram os Bancos Centrais, vigiando desta forma a emissão de moeda fiduciária (papel-moeda).

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