terça-feira, 28 de abril de 2009

D. Miguel, rei de Portugal




D. Miguel voltou a Portugal para assumir a regência e casar com a sobrinha, mas vem a ser aclamado rei de Portugal nas Cortes de 1828. De início, o partido tradicionalista levou a melhor e a causa constitucional parecia perdida. D. Miguel I procurou obter reconhecimento internacional, e embora reconhecido pela Santa Sé, pela Espanha, e pelos Estados Unidos, e tendo até 1830 a simpatia da França e da Inglaterra, a deposição de Carlos X de França, e a saida do poder em Inglaterra do Duque de Wellington, por outro, impediram que estes dois paises, os mais importantes no Ocidente europeu, o reconhecessem. Para isso contribuiu também a acção diplomática de Metternich, cujo soberano era sogro de D. Pedro, e pugnava por sentar a sua neta, Habsburgo por sua mãe, no trono de Lisboa.

Padrão Comemorativo do Desembarque no Mindelo
Entretanto, em 1831 o estadista José Bonifácio obrigou o imperador D. Pedro I, acusado de excesso de autoritarismo, a abdicar da coroa do Brasil no filho D. Pedro II do Brasil. Vendo-se obrigado a viajar para a Europa, o agora ex-Imperador do Brasil instala-se entre Paris e Londres, onde os novos regimes saidos da Revolução de 1830 lhe podiam ser favoráveis, e utilizando o ouro brasileiro devido a Portugal pelo tratado de paz luso-brasileiro de 1826, bem como um empréstimo contraído por intermédio do espanhol Juan Álvarez Mendizábal, reune um exército composto por portugueses emigrados e sobretudo mercenários estrangeiros (nada menos de 7000 ingleses, bem como vários regimentos de belgas, entre outros), que embarca numa frota a fim de conquistar uma posição em território português, dando assim início à Guerra Civil.

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