terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Jacobinos e girondinos - A Convenção do Terror

A designação de jacobinos deriva do facto de estes terem a sua sede e local de reuniões no antigo convento dominicano de S. Tiago (Iacobus, em latim), em Paris. Com o tempo o clube dos jacobinos tornou-se uma poderosa facção revolucionária, composta pelos democratas mais ardentes e pelos revolucionários mais radicais.
Politicamente, os jacobinos representavam a massa dos sans-culottes, os sectores mais pobres da sociedade francesa, os trabalhadores jornaleiros e parte considerável da classe média dos jornalistas, dos advogados e pequenos profissionais que, com o rugir da revolta, assumiram as posições mais extremadas.
Inicialmente, os jacobinos aceitaram a monarquia constitucional, mas depois, especialmente depois da fuga do rei, foram os mais inflamados defensores de uma república revolucionária.
Os seus líderes mais representativos foram Maximilien Robespierre, um parlamentar vindo de Arras, Georges Danton, o maior tribuno da revolução depois de Mirabeau, e Louis Saint-Just, um jovem orador que encarnou os extremismos dos jacobinos.
Os girondinos, por sua vez, eram os deputados de um departamento do interior da França, a Gironda, área próspera da costa atlântica, tendendo a representar os interesses comerciais e a visão de mundo da burguesia ilustrada, que oscilava entre a monarquia constitucional e a república. A sua posição a favor da conciliação com a monarquia ditou a sua perdição quando a França foi invadida e se encontraram os documentos comprometedores da acção do rei.
Os seus mais lídimos representantes foram o deputado Brissot e o Ministro Roland, em cuja casa se reunia a à elite dos girondinos.

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