quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O equilíbrio europeu e a disputa das áreas coloniais

Podemos afirmar, sem exagerar, que a adopção da política económica mercantilista trouxera também consequências negativas para a Europa – um acréscimo de tensão e rivalidade nas relações entre os Estados (já de si fragilizados devido aos conflitos religiosos e dinásticos).

Como escreveu Furia Serre, “o mercantilismo assenta na luta”, numa luta constante pelo dinheiro, considerado a fonte da riqueza e do poder de um Estado, de modo que, para obtê-lo, um país deve evitar comprar ao estrangeiro o que pode produzir internamente.

Por outro lado, o mercantilismo mantém uma guerra de tarifas aduaneiras, de concorrência comercial e colonial. O comércio de um país deve superiorizar-se ao dos rivais, destinando-se as colónias a fornecer produtos complementares aos da metrópole.
Os países com colónias começam por constituir verdadeiros “impérios coloniais/de comércio”, que se tornam essenciais à sua vida económica, pois fornecem matérias-primas a bom preço e recebem as mercadorias que a metrópole pretende escoar. Mas, como todos os países colónias pensam o mesmo, surgem as rivalidades e os conflitos territoriais, na tentativa de expandir as áreas de comercialização.

Actividades como o corso, enquanto fonte de riqueza e da sua subtracção aos rivais, são apoiadas pelos Estados.


A disputa dos mercados, dos transportes e dos mares tornaram-se objectivos permanentes das grandes potências.
Viveu-se um período de expansão do capitalismo comercial que necessita do alargamento de mercados para movimentar capitais e aumentar os lucros através do comércio.
Durante o Antigo Regime, as nações europeias procuraram um equilíbrio (frágil) de poder entre si, evitando que alguma delas se superiorizasse sobre as restantes, daí as frequentes alianças e “jogos de cadeiras”.

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