segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Integração da política manufactureira do Marquês de Pombal no contexto das teorias mercantilistas que caracterizaram a sua política económica:

O objectivo final do mercantilismo era o de acumular metais preciosos nos cofres do Estado e o de conseguir manter a balança comercial favorável, ou seja, as exportações teriam de ser muito superiores às importações.
Para conseguir exportar muito e importar pouco, era necessário produzir e ter estruturas para comercializar os produtos.
Foi, pois, com o objectivo de evitar as importações que o Marquês de Pombal introduziu novas manufacturas e revitalizou algumas das que já existiam. Com a produção manufactureira, o Marquês de Pombal pretendia abastecer não só o mercado interno, mas também o mercado colonial português tanto no Brasil como no Oriente e, por esta via, impedir a saída de dinheiro para o estrangeiro.
Um segundo objectivo seria o de conseguir colocar os produtos portugueses nos mercados europeus, mas essa meta seria difícil de atingir, dado o avanço alcançado nesta matéria pela França, Holanda, Alemanha e sobretudo pela Inglaterra.
Com efeito, um dos objectivos do Marquês de Pombal era o de acabar, ou, pelo menos, reduzir, a dependência económica de Portugal face à Inglaterra. Ora, o que o gráfico nos mostra é que a partir de 1756, portanto logo após a chegada do Marquês de Pombal ao poder, as importações portuguesas da Inglaterra começaram a baixar e que as exportações portuguesas para a Inglaterra conheceram uma ligeira subida, vindo a ultrapassar as importações a partir de 1786.
Se houve factores externos como a Revolução Francesa e as guerras que se lhe seguiram, que favoreceram o comércio português, não é menos verdade que se a estrutura produtiva e comercial promovida por Pombal não estivesse a funcionar, Portugal não teria produtos para exportar.
Fica assim provado que a política económica adoptada pelo Marquês de Pombal correspondia às necessidades do país naquela época.

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