segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Hegemonia económica britânica: da "Revolução" agrícola à "Revolução Industrial"



A segunda metade do século XVIII foi, para a Inglaterra, um período de intensa prosperidade económica, liderando quer a nível europeu, quer a nível mundial, proporcionando um vasto processo de transformações económicas e civilizacionais.


A agricultura, a indústria, o comércio e a banca registaram um desenvolvimento notável, senão mesmo revolucionário. Foram estes progressos, aliados às vitórias militares, que impuseram a hegemonia britânica sobre o Velho Continente e sobre o mundo colonial.
A consolidação do regime parlamentar (após 1688, com a Revolução Gloriosa) foi especialmente importante para o desenvolvimento económico da Inglaterra que atingiu o seu auge na segunda metade do século XVIII com a "Revolução Industrial".

A Burguesia foi o motor dessa evolução e arrastou consigo a nobreza, que compreendeu que a riqueza estava no investimento em negócios lucrativos. Esta motivação foi apoiada pela legislação económica do regime parlamentar, defensor da liberdade e iniciativa privada, que instalou um espírito empreendedor propício ao trabalho individual e ao risco no investimento.

Desde o século XVII, que vinha a introduzir-se no sector agrícola (sector tão ignorado pela política mercantilista) uma série de inovações com vista a aumentar a produtividade e a produção (ex. Norfolk).

Fruto das experiências do Fisiocratismo, dá-se uma redobrada atenção à exploração da terra que pode ser capitalizada, desde que aplicadas algumas melhorias técnicas e processuais.



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