segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Fisiocratismo: origens e noção

A fisiocracia, considerada a primeira escola da economia científica, antes até mesmo da teoria clássica de Adam Smith, é uma teoria económica que surgiu para se opor ao mercantilismo, apresentando-se como fruto de uma reação iluminista.
Em síntese, a fisiocracia baseia-se na afirmação de que toda a riqueza era proveniente da terra, da agricultura.

O idealizador da teoria foi François Quesnay, médico da corte do rei francês Luís XV.
No seu livro “Tableau Economique”, escrito em 1758, Quesnay afirmava que era inútil tentar alterar a ordem natural da sociedade através de leis e regulamentos governamentais, confirmando assim, uma característica de sua teoria: o estado do laissez faire, ou seja, a não-intervenção do Estado no sistema económico.

Para os fisiocratas, a agricultura era o verdadeiro e único modo de gerar riquezas pelo facto de que a mesma proporciona grandes lucros e exige poucos investimentos, por isso deveria ser valorizada, contrariando assim, o pensamento mercantilista da acumulação de metais.

Segundo a teoria, como a agricultura era a única fonte de riquezas, deveria haver um único imposto, pago pelos proprietários de terra, livrando o restante da sociedade de grandes quantidades de tributos.

Em 1774, o ministro das finanças francês, Anne Robert Jacques Turgot tentou introduzir a teoria dos fisiocratas na economia da França; no entanto, devido aos protestos dos proprietários de terras, a tentativa foi um fracasso. Embora a teoria da fisiocracia tenha uma série de limitações, foi de grande importância para a economia científica, visto que foi tomada como ponto de partida para a criação da teoria clássica de Adam Smith.

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