segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A criação das companhias comerciais monopolistas

O mercantilismo visava, em última análise, a acumulação de metais preciosos nos cofres do Estado e o equilíbrio da balança comercial. Para que tal acontecesse era necessário, entre outras coisas, desenvolver o comércio interno e externo. A criação de companhias comerciais correspondia à prossecução deste objectivo mercantilista.
Foi, portanto, com este espírito que o Marquês de Pombal, à imagem do que acontecia na Europa do seu tempo, procedeu à criação das companhias comerciais referidas no quadro da pág. 105 do Manual.
Estas companhias recebiam o monopólio do comércio com a região que lhes dava o nome. Assim, só a Companhia do Grão-Pará e Maranhão podia fazer o comércio com essa região brasileira. Esta característica corresponde ao espírito monopolista e, por conseguinte, proteccionista e dirigista do Estado defendido pelos mercantilistas.
Verifica-se assim que as companhias comerciais pombalinas se integravam no espírito mercantilista, porque, além de serem protegidas pelo Estado, tinham a principal finalidade de, através do comércio, promoverem a acumulação de metais preciosos nos cofres do Estado.

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