terça-feira, 4 de novembro de 2008

a ascensão colonial holandesa


"Era inevitável que os holandeses se unissem na concorrência pelo comércio Oriental. Marinheiros intrépidos e excelentes construtores de barcos, possuíam uma enorme frota mercante e controlavam grande parte do comércio ao largo da costa da Europa, desde Espanha no sul até ao mar Báltico no norte. O seu poderio marítimo em grande medida devia-se à escassez e ao elevado preço da terra na Holanda. Noutros países as pessoas que tinham dinheiro para investir colocava-o em bens imobiliários, mas na Holanda investiam as suas poupanças na frota e nas empresas comerciais a curto prazo.Os holandeses conheciam bastante as operações comerciais dos portugueses no Oriente, principalmente pelos holandeses recrutados no serviço português.. O mais influente destes era o geógrafo Jan Huyghen van Linschoten, que a meados da década de 1590 publicou duas importantes obras que, no seu conjunto, resultaram ser um programa detalhado para qualquer pessoa que desejasse desmantelar o monopólio português. Um era um livro de directrizes de navegação para as águas orientais e o outro era o seu diário, que incluía um completo catálogo de possessões portuguesas no Oriente, demonstrando a falsidade da afirmação de Portugal de ser o senhor da "conquista, navegação e do comércio na Etiópia, a Índia, Arábia e Pérsia". Na verdade tinham-se estabelecido nesses países, mas a sua presença neles, revelou Linschoten, consistia meramente em poucos postos comerciais tolerados pelos governos locais. Os seus escritos rapidamente traduziram-se para latim, inglês, alemão e francês, e foram fundamentais para persuadir muitos comerciantes europeus a considerar em arriscar o seu dinheiro numa aventura no Oriente.Em Março de 1594 nove comerciantes holandeses estabeleceram uma Companhia de Terras Longínquas em Amesterdão para financiar uma viagem às Índias Orientais em busca de especiarias."


Traduzido de La Aventura del Mar – Los hombres de las Indias Orientales I,

Time Life, Ed. Folio

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